Alexandre Desplat no Brasil

Sabe o que O Curioso Caso de Benjamin Button, Harry Potter, A Árvore da Vida, O Fantastico Sr. Raposo (e tantos outros) têm em comum?

Alexandre Desplat, que fez a trilha sonora destes e tantos outros filmes e está se

O compositor Alexandre Desplat

tornando um dos compositores mais requisitados do cinema tanto americano quanto europeu. Além do extenso currículo, o francês teve 4 indicações ao Oscar e concorreu este ano à Palma de Ouro em Cannes por A Árvore da Vida, do Terrence Malick.

No dia 30/11 Desplat passará pelo Brasil para fazer um concerto onde tocará as suítes de Lua Nova, Harry Potter e as Relíquias da Morte, O Discurso do Rei, Moça Com Brinco de Pérola, Coco Antes de Chanel, entre outros.

Ouça algumas de suas composições:

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2

Lua Nova

A Árvore da Vida

O Discurso do Rei

Ele estará regendo a Orquestra Jazz Sinfônica em apresentação única no Sesc Pinheiros, às 21h. O ingresso custa R$18.

A Musica do Rei

Um dos momentos mais marcantes em nossas infâncias foram os filmes da Disney.
Em especial, um deles, que voltou recentemente para os cinemas em sua versão 3D, o Rei Leão.

Continuando aquela história de que o filme que faz a música ou a música que faz o filme, acho que no caso de Rei Leão, um complementa o outro. Não tem como pensar no filme e não lembrar da música que acompanha a cena que o Simba é apresentado para os outros animais, a Circle of Life.

Muito menos, quando relembramos os personagens e damos de cara com a dupla mais cômica dos filmes infantis, Timão e Pumba com a música Hakuna Matata.

E pra vocês? Que outros filmes da disney tem uma trilha sonora marcante?

Trilhas Especiais

Alex Turner e Karen O. Ele, vocalista do Arctic Monkeys. Ela, vocalista da banda Yeah Yeah Yeahs. O que os dois tem em comum?

 

Além do senso de humor, os dois compuseram ótimas trilhas sonoras feitas especialmente para dois filmes.

Karen O. se juntou aos “The Kids” para fazer a trilha de Onde Vivem Os Monstros. Já o Alex foi solo mesmo, e compôs a trilha do filme Submarine que ainda não saiu no Brasil, mas que tem sido sucesso de crítica lá fora. Sua estréia foi no TIFF de 2010.

Para quem achava que o resto da banda ia ficar magoada, os Arctic Monkeys chegaram a incluir uma nova versão de uma das músicas do filme no último álbum que eles lançaram, Suck It And See. A música é Piledriver Waltz.

Escolhi uma de cada trilha pra vocês ouvirem.

Pro artista deve ser legal ganhar essa liberdade de sair da zona de confronto pra trabalhar numa trilha. Quem não conhece as bandas, aproveita de qualquer forma essas músicas especiais. E para os fãs, é sempre bom ouvir coisa nova. Tipo pra mim, que sou apaixonada por Arctic Monkeys.

Beijos Alex, me liga.

Kubrick às Avessas

A música sempre ocupa um espaço importantíssimo em filmes, novelas, seriados e comerciais. Na verdade, eu penso que qualquer arte audiovisual que se preze, precisa ter uma trilha sonora que a complete perfeitamente.

A linguagem musical é tão rica que com ela, o diretor e o sonoplasta podem passar muitas informações que não estão presentes no texto ou na imagem, e muitas vezes, pode até modificar o sentido de uma cena. Você, alguma vez, estava assistindo à um filme, novela ou qualquer coisa do gênero e se deparou com uma música que na sua opinião – e com certeza, na de muitos – não se encaixava no contexto?

Esse desencontro que acontece, muitas vezes nem é percebido pelo telespectador. E em alguns casos, o filme é tão bom, que isso passa batido.

Um exemplo disso é o filme: O Iluminado –  de Stanley Kubrick.

DVD

Nesse caso, a música conta o filme às avessas e até o sonoplasta muito bem conceituado, Júlio Medaglia, cita Kubrick nesse sentido, falando desse filme .

Veja o trailer:

A história resumida é mais ou menos assim: O personagem principal (Jack Nicholson) é contratado para ser guarda de um hotel durante o inverno que era de difícil acesso nessa época do ano porque ficava no topo de uma montanha e a neve chegava a envolver todo o edifício. O gerente do hotel diz que o isolamento de Nicholson iria ser absoluto, e que algumas pessoas até acreditavam que nesse período o hotel era possuído por fantasmas, mas o personagem não acredita e aceita dizendo que ficar isolado seria bom para escrever seu livro. Até a metade do filme, a história flui normalmente, mas a partir de um certo momento, Kubrick genialmente cria um tom expressionista no comportamento das personagens e no modo de filmar o hotel. A loucura se confunde com a realidade de tal maneira que fica claro que os fantasmas possuíram o recinto e a alma do indivíduo. Mas, até chegar nessa parte, o filme é bem sereno, e até meio calmo. Porém, esse clima fantasmagórico e assustador que Kubrick guarda para se desencadear em um momento especial e específico já aparece desde o início do filme através da trilha sonora escolhida. Na cena em que o Volkswagen do personagem sobe a montanha em uma linda paisagem de fundo, a música que é colocada massacra a cena de tal maneira que parece que algo horrível está apara acontecer, mas nada acontece. A consequência disso é que quando se inicia a fase expressionista da história, não há nenhuma alteração da linguagem sonora, que veio desde o começo do filme com o tom de “suspense trágico”.

A música se limitou em uma única função, e isso empobreceu a variedade de alterações que o filme poderia passar para o telespectador, que seria capaz de mudar várias vezes passando por estados diferentes de sentido.

Essa percepção das músicas no audiovisual, sempre gera discussões interessante de opiniões e visões diferentes. O que você acha?