Uma nova alice

Ken Russel morreu recentemente deixando para trás filmes como The Devils e Women In Love.

Ken Russell

Mas o post de hoje não é só notícia ruim. O diretor preparava na época da sua morte um musical de Alice no país das maravilhas. Para quem não ficou satisfeito com a versão medíocre do Tim Burton e ainda para quem gosta de música, os produtores prometeram seguir a linha que o diretor queria, trabalhando com a mesma equipe com quem Russel planejou o filme.

Só falta saber qual será a cara da Alice da vez.

 

Casa de Up a venda

Uma casa baseada no filme Up da Pixar foi vendida recentemente por um casal da Califórnia no valor de US$400mil dólares.

House from Pixar film Up, located in Herriman, Utah

O designer que construiu a casa é Adam Bangeter, que diz ter incluído cada detalhe possível da casa no filme na sua reprodução.

O que nos deixa com um nó na cabeça. Qual das casas é a mais real? A original, ou a que existe?

A Pele que Habito

Fui assistir esse filme ontem no Cinemark do Higienópolis. Não vou me prolongar sobre o que achei. A ideia geral fica pelas três impressões que se descolaram de mim e de duas amigas que foram comigo. A melhor sacada pra mim foi a da Jé, que comentou sobre como a gente ria em horas inesperadas, resultado desse reino do gênero incerto sobre o qual Almodóvar transita tão bem. A Má se surpreendeu com a Vera, personagem interpretada por Elena Ayala. Também vale destacar a atuação do Antonio Banderas, mais uma ótima direção de atores. E eu fiquei impressionada pela forma como a chave do filme é revelada por uma simples sobreposição. Para mim, Almodóvar nunca manipulou as imagens tão bem.

Almodóvar e Elena Alaya

Mas como o post é sobre referências, vamos a elas.

Almodóvar diz ter baseado seu roteiro no livro de Thierry Jonquet.
Porém, para quem gosta de filme de terror, fica difícil de não lembrar de Eyes Without a Face, de Georges Franju. A semelhança aparece logo na sinopse. O médico, motivado por amor e culpa, busca sem escrúpulos, produzir a pele perfeita. Os filmes também se parecem nas cenas aflitivas sobre a mesa de operação, sem precisar apelar para grandes derramamentos de sangue.

 

Ainda assim, a referência que mais se destaca, na minha humble opinion, é à Louise Bourgeois, artista que morreu ano passado, aos 98 anos. No filme, a personagem Vera observa um livro de suas obras, que serve de inspiração para suas próprias.

Uma de suas obras que aparece no filme 

Ao observá-las, não posso deixar de sentir algo de cruel e desconfortante, balanceado por um certo apelo estético que hipnotiza. Vale a pena fuçar o Google para ver mais obras. À primeira vista elas parecem cruas, duras, mas ao mesmo tempo, a partir do nosso olhar, se tornam viscerais.

Louise Bourgeois por Robert Mapplethorpe, 1982

A risada que vem do inesperado.
Lembra alguém?

Shakespeare, O Bêbado

Estreiou na última sexta feira nos Estados Unidos o novo filme do diretor Roland Emmerich, gerando uma baita polêmica.

Anonymous parte da ideia de que William Shakespeare seria bêbado e analfabeto, não sendo o verdadeiro escritor das peças que lhe foram atribuídas.

Essa idéia, que tem sido recebida como absurda pela maioria dos ingleses, não é criação do diretor. Há algum tempo surgiram teorias de alguns estudiosos que afirmam que Shakespeare não é o escritor de Hamlet, Romeu e Julieta, ou de qualquer outra peça.

Uma das reações mais enfurecidas veio da Shakespeare Birthplace, que disponibilizou gratuitamente em seu blog um livro que dá o troco na teoria sustentada pelo filme. Seu co-autor, Paul Edmonson, afirma que a obra contém provas suficientes da autoria de Shakespeare.

A idéia de que Shakespeare não escreveu suas peças é mais uma na estante das teorias da conspiração. Ainda assim, não é segredo que Shakespeare sabia apreciar uma boa cerveja. Seu pai, inclusive, era um degustador oficial – profissão louvável na época.

Pra quem acha que ele não é o autor das famosas palavras “To be or not to be, that’s the question”, fica a sugestão da camiseta:

E pra quem, como Shakespeare, curtia uma cerveja, também.

Um brinde!

Porcaria Fashion

Quem adivinha qual é a porca mais fashion do momento?

Se você pensou Beth Ditto, errou!

É a Miss Piggy, que fez um ensaio fashion para a revista InStyle para promover o lançamento do filme dos Muppets que estréia nos EUA dia 23 de novembro e tem estréia prevista no Brasil dia 2 de dezembro.

Miss Piggy veste Jason Wu

Quem quiser, também pode conferir o vídeo da entrevista exclusiva que Miss Piggy cedeu à revista, na qual dá sua opinião sobre o look da Lady Gaga que ficou famoso e envolve seu amigo, Kermit The Frog.

Agora resta saber quem vai ser a mais bem vestida no tapete vermelho do dia da estréia: Lady Gaga ou Miss Piggy?

Trilhas Especiais

Alex Turner e Karen O. Ele, vocalista do Arctic Monkeys. Ela, vocalista da banda Yeah Yeah Yeahs. O que os dois tem em comum?

 

Além do senso de humor, os dois compuseram ótimas trilhas sonoras feitas especialmente para dois filmes.

Karen O. se juntou aos “The Kids” para fazer a trilha de Onde Vivem Os Monstros. Já o Alex foi solo mesmo, e compôs a trilha do filme Submarine que ainda não saiu no Brasil, mas que tem sido sucesso de crítica lá fora. Sua estréia foi no TIFF de 2010.

Para quem achava que o resto da banda ia ficar magoada, os Arctic Monkeys chegaram a incluir uma nova versão de uma das músicas do filme no último álbum que eles lançaram, Suck It And See. A música é Piledriver Waltz.

Escolhi uma de cada trilha pra vocês ouvirem.

Pro artista deve ser legal ganhar essa liberdade de sair da zona de confronto pra trabalhar numa trilha. Quem não conhece as bandas, aproveita de qualquer forma essas músicas especiais. E para os fãs, é sempre bom ouvir coisa nova. Tipo pra mim, que sou apaixonada por Arctic Monkeys.

Beijos Alex, me liga.

Vampiros Como a Gente

Vampiros estão na moda de um jeito bem irritante. Mas já faz um tempo que os filmes e seriados que os utilizam como tema parecem ir na mesma linha. Vampiros são cool. Em Blade, por exemplo, eles vão pra balada e curtem techno.

O filme Deixa Ela Entrar, no entanto, resgata os vampiros desse barulho insuportável.

Quando falamos em vampiros é normal imaginarmos castelos gigantescos e recursos ilimitados que permitem que eles desfrutem da vida eterna sem maiores problemas. Ainda que em Crepúsculo, por exemplo, tenhamos um cenário mais moderninho, a casa dos Cullen (os vampiros do filme), foi feita, na vida real, para um executivo da Nike.

No mais antigo The Hunger (1983), Catherine Deneuve vive uma vida de luxo em Manhattan, em uma casa que deve valer uns vários milhões de dólares. Sem contar que nesse filme, eles curtem techno também.

É como se virar vampiro não fosse apenas da hora, mas também um bom negócio. De onde eles tiram tanto dinheiro?

Mas em Deixa Ela Entrar, a vampira Eli parece se aproximar mais da vida dos não-tão-legais humanos. O cenário da casa dela é o oposto de cool. É morno. Um flat sueco sem nada de mais.

É interessante perceber como que cenários simples podem ser mais fortes que construções mega elaboradas, tendo em vista seu poder de quebrar clichês.