Parente… É Serpente

Hoje é dia de filme italiano, logo… Comida italiana!

Capa do DVD

O filme escolhido foi Parente… É Serpente.

Com direção de Mario Monicelli, o longa metragem consegue ser ao mesmo tempo intensamente popular e sério, social, engraçado e humano, como muitos filmes italianos que vemos por aí.

Foto retirada do Filme

A história, é sobre uma família italiana que como muitas, se reúne nas vésperas de Natal na casa da nonna. Não demora muito, e os problemas começam quando os velhos decidem que querem morar com um dos filhos. A partir daí, a situação se complica cada vez mais. Os diálogos nas horas das refeições se tornam cada vez mais amargos! Porém, quem se importa? É impossível não repetir a massa ou recusar o peixe empanado na pastella, o pão caseiro e mais uma taça de vinho. Impossível não louvar o delicioso sabor da comida da mamma!

Em função disso, resolvemos mostrar hoje a receita:

Manjubinhas in Pastella

Para quem não sabe, na Itália, a massa que empana peixes, verduras, legumes, é chamada de pastella. Ela forma uma crosta dourada e crocante em volta dos ingredientes, depois de fritos. Para isso acontecer, precisa deixar a patella descançar por uma hora antes de ser utilizada. Basicamente, a pastella consiste na mistura de 200g de farinha de trigo com um copo e meio de cerveja em temperatura ambiente e uma pitada de sal. É muito bom, mas vamos ao que interessa que é nossa receita de Manjubinhas in Pastella!!!

Ingredientes:

200g de farinha de trigo

200ml de cerveja em temperatura ambiente

1 gema de ovo

600g de manjubas bem frescas

Sal e pimenta do moinho

1 lata de óleo

Preparo:

Numa travessa, junte a farinha com a cerveja e misture bem. Adicione a gema e misture até que ela seja absorvida. Deixe descançar por uma hora. Lave bem as manjubas e faça, com uma faca, uma pequena incisão no ventre. Com o polegar, delicadamente, retire todas as vísceras. Tempere os peixes com sal e pimenta. Passe-os pela massa, retire o excesso e frite aos poucos em óleo abundante. Escorra em papel absorvente e sirva, com rodelas de limão (opcional).

Tempo de preparo: Aproximadamente 2 horas.

É sem noção de bom! Se eu fosse vocês, experimentava também!

Pretty Woman

Tem músicas que consagram filmes. E… tem filmes que consagram músicas. Um exemplo forte é o filme Uma Linda Mulher (Pretty Woman).

Foto retirada do Filme

Considerado um conto de fadas dos dias atuais, o filme conta a história de uma prostituta moderna (Julia Roberts), que não beijava seus clientes na boca para não se envolver. Mas, um dia, conhece Edward Lewis (Richard Gere), um homem milionário, que a transforma em uma mulher elegante e acaba se apaixonando por ela.

O filme tem tantas cenas marcantes, que fica difícil escolher, mas a cena final ao som da música Pretty Woman, quando Richard Gere finalmente se dá conta de que tem que ficar com a personagem vivida por Julia Roberts, e vai atrás dela, com certeza ganha o filme.

Muitas vezes, é como se a música falasse com o espectador, sem precisar de diálogos ou narrador. A trilha sonora se encaixa tão bem que  o filme fica livre de palavras, até porque, todas as palavras que seriam ditas, não se encaixariam tão bem como as ditas na música.

Muito bem colocada, quem assistiu, não se esqueceu. E ainda mais, depois de ter visto o filme, não dá para escutar a música sem se lembrar dos melhores momentos de Julia Roberts e Richard Gere.

Aí vai a tradução:

Pretty Woman – Roy Orbison

Whoo!
Linda mulher, caminhando pela rua
Linda mulher, do tipo que quero conhecer
Linda mulher, eu não acredito que você, possa ser real
Ninguém pode parecer tão boa quanto você
Clemência
Linda mulher, você me desculpa ?
Linda mulher, eu não pude evitar ter visto
Linda mulher, que você é adorável demais
Você está sozinha como eu
Linda mulher, pare um pouco
Linda mulher, fale um pouco
Linda mulher, dê seu sorriso para mim
Linda mulher, yeah, yeah, yeah, yeah
Linda mulher, olha para onde estou
Linda mulher, diga que vai ficar comigo
Pois preciso de você, preciso de você esta noite. Ah!
Linda mulher, não passe por mim
Linda mulher, não me faça chorar
Linda mulher. não vá embora. Okay.
Se é assim que tem que ser, okay.
Eu acho que vou para casa, está tarde
Amanhã a noite tem mais, mas espere… O que vejo?
Ela está voltando para mim
Whoa, whoa, linda mulher

Festival Cine Favela de Cinema

Ae galera!

Tá rolando em São Paulo a sexta edição do Festival Cine Favela de Cinema, que até o ano passado, era restrito à Comunidade de Heliópolis.

Realizado pela Associação Cine Favela e pelo SESC-SP, o festival desse ano acontece de 09 a 15 de novembro, tendo como tema o “Pixo como Expressão da Periferia”. O evento abre portas para que a sociedade, o poder público e os pixadores reflitam sobre a questão do pixo ser considerado arte ou vandalismo. Serão exibidos 32 curtas-metragens e 5 longas-metragens, além de encontros, palestras, oficinas e uma exposição de fotos do projeto Ponto de Equilíbrio Imagens – RJ.

O cinema periférico rompe, em 2011, as barreiras das comunidades e chega a 13 pontos de exibição com a pretensão de atingir mais de um milhão de pessoas. As sessões acontecem em quatro unidades da Rede SESC (Osasco, Interlagos, Itaquera e Santana), SENAC Osasco, três Comunidades populares (Heliópolis, Cidade Tiradentes e Paraisópolis), duas estações do metrô (Paraíso e Corinthians-Itaquera), na região central da cidade (Praça Roosevelt), no bairro do Cambuci e na cidade de Campinas. O melhor filme periférico brasileiro será escolhido pelo voto popular.

Outros destaques:

No Metrô, estações Corinthians-Itaquera e Paraíso, uma programação especial começou no dia 1º de novembro e segue até o dia 30, dentro do Encontros, projeto que transforma as estações do metrô em polos culturais: Mostra dos Melhores do 5º Festival Cine Favela de Cinema, Mostra Competitiva 2011; Retrospectiva Cavi Borges; Mostra de Longas-Metragens; e bate papo com Liu Mr. (MC e ator da Comunidade de Heliópolis), Daniel Gaggini (Diretor do Festival), representante da EloCompany (empresa que atua na difusão de audiovisuais) e Reginaldo Túlio (fundador do Cine Favela em Heliópolis).

Para saber mais:

Contatos/Festival: Tel: (11) 7722-3202 – festival@festivalcinefavela.com.br

Não perca essa. FICA A DICA!

O Rio de Janeiro Continua Sendo…

O Brasil está na moda, não é de hoje. Basta perguntar para os estrangeiros se eles tem vontade de conhecer o Brasil, que a resposta já é esperada. Sim, principalmente o Rio de Janeiro. E se o assunto é cenário, Brasil e Rio de Janeiro, nada melhor do que falar da homenagem que Carlos Saldanha fez à cidade maravilhosa.

O filme “Rio”, animação criada por Saldanha, que foi o mesmo diretor de “A Era do Gelo”, conquistou todos pela história criada, mas principalmente, e eu digo de novo, principalmente pela bela cenografia criada a partir da animação.

Gente, é impressionante como ele consegue recriar cenários reais a partir do computador… É lindo demais.

Em uma de suas palestras, Saldanha disse que tomou muito cuidado e teve muita atenção para reproduzir a cidade do Rio. Ele veio para o Brasil com alguns caras da equipe para mostrar como é o Rio de Janeiro, de verdade. Até o calçadão ele fez milimetricamente perfeito, e disse que se preocupou até em colocar a sujeira que fica entre os quadradinhos.E sem esquecer da favela, Carlos Saldanha a transformou em arte, sem deixar perder a veracidade do cenário. Ainda mostrou a praia lotada, o fut volei, o caminhão de côco (que para os gringos é total novidade, porque para eles, côco é aquele marrom), o carnaval, as fantasias, a escola de samba… entre MUITAS outras coisas. Claro, nunca nada é COMPLETAMENTE perfeito quando se trata de reproduçã, mas é muito, muito, muito, muito bem feito, e praticamente igual!

Na real, trabalho impressionante, vale a pena conferir. E para deixar a curiosidade ainda maior…

Só Acontece Nos Filmes

Hoje, o Acontece Fora da Tela vai ser um pouquinho diferente…

TOP 10 coisas que SÓ acontecem em filmes!

10. Caso você for perseguido numa cidade, pode sempre se misturar com a multidão como se fosse uma parada de Carnaval – em qualquer altura do ano.

09. O sistema de ventilação de um prédio é perfeito para se esconder. Ninguém pensa em te procurar lá e você pode chegar à qualquer parte do prédio sem ser detectado.

08. Um único fósforo é o suficiente para iluminar o quarto inteiro, não importa o tamanho.

07. Um homem a disparar contra 20 homens tem melhor hipótese de os matar do que aqueles 20 homens a disparar ao mesmo tempo contra ele.

06. Quando apagas a luz da cama para ir dormir, tudo no quarto ainda estará visível, apenas fica ligeiramente azulado e escuro.

05. As moças feias podem facilmente se tornar estrelas de cinema apenas com o remover dos óculos e o arranjar do cabelo.

04. Sempre que precisar, você pode encontrar uma moto-serra.

03. Nas investigações policiais é sempre necessário visitar o clube de strip pelo menos uma vez.

02. Quando vai pagar o taxi, você não olha para a carteira enquanto tira o dinheiro. Apenas agarra uma nota qualquer e dá ao condutor. E é sempre a quantia certa ou então é “keep the change”.

01. Fechaduras podem ser quebradas com um cartão de crédito. A NÃO SER a porta de um quarto com uma criança chorando lá dentro. Nesse caso, abre-se com o ombro.

Agora, deixem suas opiniões e percepções de coisas que SÓ acontecem nos filmes mesmo…

Marvel Comics faz alusão à Guerra Fria

Você já ouviu falar da editora de qudrinhos Marvel Comics? E sobre a Guerra Fria?! Pois é, e elas podem estar mais ligadas do que a gente pensa!

Foi durante a Guerra Fria que uma nova onde de super-heróis surgiu nos gibis norte-americanos, especialmente nos da Marvel Comics. E você com certeza conhece pois muitos personagens foram adaptados para o cinema nos últimos anos. Dentre essas podemos destacar o Homem-Aranha, o Hulk, os X-Men, o Quarteto Fantástico, entre outros.

Primeiro Gibi "O Quarteto Fantástico"

E a relação delas com a Guerra Fria é grande. Embora sejam fictícias e tenham sido criadas apenas para entretenimento, seus criadores se inspiraram na época que viviam. Por exemplo o Quarteto Fantástico, o primeiro gibi da Marvel em que o escritor-editor Stan Lee fez parceria com o desenhista Jack Kirby foi publicado em novembro de 1961 – ou seja, poucos meses depois de o cosmonauta soviético Yuri Gagarin ter-se tornado o primeiro ser humano a viajar para o espaço, realizando um vôo orbital (12 de abril de 1961), e quase uma década antes de o astronauta norte-americano Neil Armstrong ter sido o primeiro homem a pisar na Lua (20 de julho de 1969). Assim, o Quarteto Fantástico foi lançado na mesma época em que os EUA e a URSS disputavam a corrida espacial.

Em o Quarteto Fantático, no início da história, pouco antes de os quatro futuros heróis viajarem para o espaço, a narração menciona que os EUA estão numa “corrida espacial” com “uma potência estrangeira”. Claro que a tal “potência estrangeira” era a URSS, mas, eles preferiam não dar nomes quando se referiam aos “inimigos da América”.

Doutor Destino

Mas a corrida espacial não é a única alusão à Guerra Fria que encontramos nos primeiros gibis do Quarteto Fantástico. O principal inimigo do Quarteto era o Doutor Destino, que governava literalmente com mãos de ferro um pequeno país do Leste Europeu, bem na região onde se concentravam os países do bloco socialista. Na tradução feita no Brasil, o nome dado ao país era “Latvéria”, o que se poderia concluir que se tratava de uma terra imaginária. Mas, no original, o nome era “Latvia” – cuja tradução para o português é Letônia, na época uma das repúblicas que compunham a URSS. E o visual do vilão, com sua armadura de ferro, pode ser referência à “Cortina de Ferro”, a expressão popularizada pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill para se referir aos países da Europa oriental que ficaram sob influência da URSS após a Segunda Guerra Mundial.

Rita ou Gilda?

Se o assunto é como a moda do cinema influência a vida fora da tela, não poderíamos deixar de citar Rita Hayworth, atriz norte-americana que na década de 1940 tornou-se um mito do cinema com sua personagem Gilda, no filme que leva o mesmo nome.

Foi a partir dessa cena, quando Rita Hayworth canta “Put the Blame On Mame” com um vestido sensualíssimo tomara-que-caia e luvas longas que a atriz se tornou o símbolo da mulher fatal. Desde então, o vestido de cetim desenhado pelo figurinista Jean Louis nunca mais saiu de moda.

Curiosidade:

Rita Haywoth como Gilda

Rita Hayworth, é nome artístico de Margarida Carmen Cansino e ela era filha de dançarinos ciganos espanhóis. Enquanto o pai queria que ela se tornasse dançarina, a mãe queria que a menina fosse atriz. Mas, sem querer decepcionar o pai, começou a frequentar aula de dança, mesmo sem gostar. E assim que foi. Até que por dificuldades da família, teve que ir dançar para trabalhar. E foi assim que foi descoberta, no início dos anos 1930, pelo diretor da Fox Film Corporation, enquanto dançava no “Caliente Club”. Sua carreira de atriz começara mas os seus primeiros filmes não foram lá muito bem sucedidos no quesito atriz memorável. Até que foi abandonada pela Fox.

Sua trajetória de atriz foi um pouco conturbada pois ela passara de dançarina de cabaré para estrela de cinema. Mas… a surpresa vem com o filme Gilda de 1946 com o diretor Charles Vidor.

Rita Hayworth fumando no filme Gilda

Gilda foi o filme mas importante de sua carreira e a tornou uma das mulheres mais desejadas e famosas do MUNDO. Seus vestidos longos eram tão visados que as mulheres pediam para costureiras fazerem sob medida. E ela não era copiada só na roupa. Era nos penteados, no modo de andar e etc. A influência de Gilda foi tão grande para a época que Rita Hayworth fez até comercial de cigarro, o que incentivou o vício das mulheres também. Como todas queriam ser como a personagem, a indústria do cigarro logo se aproveitou disso. A fotografia ensaiada onde o cigarro está em uma mão e na outra, ela segura o casaco de pele foi propositalmente construída dessa forma. E em relação aos homens, nem se fala. Todos a desejavam, até que a atriz disse um dia: “Os homens dormem com Gilda e acordam comigo.”

Com o papel que a imortalizou, Rita Hayworth não será esquecida pelo cinema, mesmo que depois desse filme, a atriz nunca conseguiu repetir o sucesso. Casou-se com Orson Welles e estrelou outros longas, mas Gilda foi único.